Os racistas insistem
"Tenho nojo de preto", gritou a mulher para um senhor negro na portaria do bloco onde ela reside em Belo Horizonte. O vídeo exibido pela TV Globo, no último dia 13, é prova inconteste de racismo, comportamento que contamina grande parcela da sociedade brasileira. Os afrodescendentes somam 56,7% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, como maioria, são os mais afetados pelas desigualdades socioeconômicas, nódoas nunca apagadas do tecido demográfico do país. O racismo é crime inafiançável e imprescritível, como previsto na Constituição de 1988 e na Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó). Em 2023, a punição aos racistas tornou-se mais rigorosa, por meio da Lei nº 14.532/2023 e por alteração no Código Penal, que pune a injúria racial (ofensa à honra de alguém por raça, cor, etnia, religião ou origem) com penas que variam de dois a cinco anos de prisão e multa. Mas a punição, ainda que mais rigorosa, não inibe os racistas. Eles expressam ...
