Os diferentes são humanos
Há momentos que duvido da fé em Deus e do conhecimento que alguns evangélicos têm. Comparar homoxessuais e transgêneros ao demômo e desprezá-los são comportamentos totalmente contrários, avessos ao que aprendemos sobre a bondade e a generosidade de Jesus. Em sua caminhada terrena, Jesus abraçou a todos. Fez milagres para manter vivos aqueles que eram desprezados, multiplicou os pães para saciar a fome de todos. Na história, não se sabe de um gesto seletivo de Jesus. Ensinou-nos que todos, assim como ele, era filho de Deus, portanto, todos eram irmãos, ainda que fossem de pais diferentes.
Essa seletividade que domina alguns grupos evangélicos é movimento contrário aos ensinamentos e exemplos que o mestre Jesus deixou de legado à humanidade.
Tenho profundo repúdio e, ao mesmo tempo, pena dos que condenam ou associam ao demônio aqueles considerados diferentes, seja por raça, seja por cor, seja por gênero. Independentemente desses fatores e de quaisquer outros parâmetros que diferenciam os humanos, somos filhos e filhas de um só Deus. Assim, recuso-me a compreender qualquer atitude que os evangélicos (nem todos) fazem contra os chamados “diferentes”.
[Bilhete para uma amiga que enviou-me uma reportagem "A fé no serviço público", de João Carlos, publicada no Jornal Campus, do Laboratório da UnB, nos conselhos tutelares do DF. O texto aborda o comportamento de evangélicos no tratamento de adolescentes]

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